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54. A fé, nossa preciosidade maior

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10.11.2015 | 3 minutos de leitura
Cláudio Marcos Ferreira
Crônicas
54. A fé, nossa preciosidade maior

“Nisso deveis alegrar-vos, ainda que agora,

por algum tempo,
sejais contristados por diversas provações” (1Pd 1,6).



“Nada te perturbe, 

nada te amedronte 

tudo passa  

a paciência tudo alcança... 

a quem tem Deus  

nada falta 

Deus basta” 

(Santa Teresa de Ávila)



A vida humana é caracterizada por altos e baixos. Muitos daqueles que buscam uma linearidade e lógica na vida se frustram em algum momento de provação ou incerteza, pois, na maioria das vezes, o fim esperado não acontece. Já nos lembra Toquinho em sua música Aquarela que: “O futuro é uma astronave que tentamos pilotar”, mas, muitas vezes, sem sucesso de nossa parte. O futuro se apresenta a nós como promessa, mas também como ameaça: “chega sem pedir licença e depois nos convida a rir ou chorar”. Assim, diante das incertezas e provações da vida, para os destinatários da Primeira Carta de Pedro e também para nós cristãos de hoje, resta-nos apenas enfrentar a vida tal como ela é, pela força da fé, nossa preciosidade maior.


“Nisso deveis alegrar-vos, ainda que agora, por algum tempo, sejais contristados por diversas provações, a fim de que a autenticidade comprovada da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, cuja genuinidade é provada pelo fogo, alcance louvor, glória e honra por ocasião da revelação de Jesus Cristo” (1Pd 1,6-7).


Ao contrário do que muitos pensam, a adesão a Jesus Cristo e ao seu projeto não nos coloca dentro de uma redoma de vidro, tornando-nos imunes a tudo e a todos. Ser cristão é comprometer-se com Deus, com o outro, com o mundo. E, nesse compromisso de viver plenamente, algumas vezes, precisamos nos subordinar (assim como os cristãos da Primeira Carta de Pedro) às pessoas, às autoridades, às situações adversas da vida, pois nem tudo é como a gente gostaria.


Mas como enfrentar as adversidades, as tribulações, as pelejas da vida? Diz a Primeira Carta de Pedro: “vivendo de modo exemplar!”. Viver de modo exemplar é enfrentar a vida com serenidade, mesmo quando ela impulsiona à revolta; é ver alegria e felicidade em meio às dores; é encontrar forças para seguir em frente quando tudo manda desanimar do caminho. É, como cantou Toquinho em outra parte da música Aquarela, “se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu!”. Viver de modo exemplar éter fé e esperança diante dos acontecimentos. Muitas vezes um “pinguinho de tinta” deve ser enxergado como “gaivota”; a cor azul do papel pode ser vista como um lindo céu.


Nós cristãos somos o povo da esperança, da fé; cremos que tudo é transformado, ressignificado pelo poder da fé. Foi assim que viveram os cristãos de Primeira Carta de Pedro: viveram a subordinação a esse mundo em nome da preciosidade da fé libertadora à qual se entregaram corajosamente. Descobriram no íntimo de si mesmos um tesouro maior: a fé. Também nós, nas tormentas da vida, lutamos, buscamos, vencemos, sofremos, choramos, rimos, mas sem jamais perder a meta maior que é a comunhão com Jesus Cristo. Experimentamos aqui já gotas de eternidade dentro das limitações de nosso mundo. E seguimos cantando: “Vamos todos juntos nessa passarela, que numa aquarela, um dia, enfim, descolorirá”, mas sabendo que, para nós cristãos, esse “descolorir” ganhará um “colorido especial” após a travessia da “passarela” que é a vida plena em Cristo! Coragem! Prosseguimos todos juntos na travessia da vida, pela força da fé, nosso dom mais precioso!





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