265. Um respiro

Deus da vida,
Que nos formastes do pó da terra e do sopro do teu hálito,
Recria-nos!
Estamos soterrados na lama, sem poder respirar.
Sobre nós pesam cangas de ferro.
Desposamos a opressão quando elegemos um impostor.
Salva-nos de nós mesmos,
De nossos desejos mesquinhos, de nossa visão limitada,
De nossa sede de shopping, de nossos vícios capitalistas.
Dá-nos o frescor de teu hálito outra vez.
Sopra sobre nossas narinas o hálito quente de teu amor
E faze-nos reviver como Lázaro, teu bem-amado.
Esse quarto dia da desesperança parece não ter fim.
Vem em nosso encontro, Deus da vida,
Pois somos as irmãs desesperançadas de 40 mil Lázaros,
Que foram transformados em números nesse mundo da indiferença.
Ajuda-nos a resistir em tempos maus.
Ensina-nos a conjugar o verbo esperançar.
Suscita em nós a coragem da fé
E a bravura da fraternidade,
Para que possamos arrancar as amarras do esquecimento
De milhões de irmãos abandonados
Que o amor insiste em fazer viver.
Liberta-nos da síndrome de Estocolmo.
Quebra a corrente da ilusão que nos prende aos poderosos.
E nos faz ver que não são libertadores.
Que possamos nomear os opressores
E dar-lhes a paga da revolta de nosso amor solidário
Por todos os fragilizados da Terra.
Cospe tua saliva no pó do chão e fecunda-o outra vez.
Depois, passa sobre nossos olhos cegos
A lama nova da vida.
Depois, manda-nos nos lavar na piscina de Siloé,
Para que possamos reconhecer-te
Como único Messias.
Fecunda nossa união tão incipiente,
Para que a todo outro messias seja dado o desprezo
E a justa punição por seus pecados.
Amém!
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