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37. O monge e o forasteiro

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28.01.2015 | 2 minutos de leitura
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37. O monge e o forasteiro

Existiu um mosteiro zen, conduzido por dois irmãos. O mais velho era muito sábio. O mais novo, ao contrário, era tolo e tinha apenas um olho. Para um forasteiro conseguir hospedagem por uma noite nesse convento, tinha de vencer um dos monges, num debate sobre a doutrina do zen-budismo.


Uma noite, um forasteiro foi pedir asilo no convento e, como o velho monge estava cansado, mandou o mais novo confrontar-se com ele, com a recomendação de que o debate fosse em silêncio. Dessa forma, o monge tolo não cometeria enganos.


Algum tempo depois, o viajante entrou na sala do sábio monge e disse:  “Que homem sábio esse seu irmão! Conseguiu vencer-me no debate, por isso, devo ir-me embora”.


O velho monge intrigado perguntou o que acontecera. E escutou a seguinte resposta:


Primeiramente, ergui um dedo, simbolizando Buda, e seu irmão levantou dois, simbolizando Buda e seus ensinamentos. Então, ergui três dedos, para simbolizar Buda, seus ensinamentos e seus discípulos. E meu interlocutor sacudiu o punho cerrado à minha frente, para indicar que todos os três vêm de uma única realização.


Pouco depois, entra o monge tolo, muito aborrecido e é saudado pelo irmão, que lhe perguntou o motivo de sua chateação. E o caolho respondeu: “Esse viajante é muito rude. No momento em que me viu, levantou um dedo, insultando-me, indicando que tenho apenas um olho. Mas, como ele era visitante, eu não quis responder à ofensa e ergui dois dedos, parabenizando-o por ele ter dois olhos. E o miserável levantou três dedos, para mostrar que nós dois juntos tínhamos três olhos. Então, fiquei furioso e ameacei dar-lhe um soco, com o punho cerrado. E assim ele foi embora.







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