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07.08.2017 | 1 minutos de leitura

Poesia

Meus leais camaradas,
Meus parentes de estrada
Habitam em furnas de terra.
Sumiram na fumarada,
Morreram na trovoada,
Prestes ao cume da serra.
Choro suas urnas queimadas,
Namoro que nem namorada
As mesmas velhas guerras.
Minha gente foi ferroada,
Foi no acerbo mel afogada,
Mas sua memória me impera.
Na lucidez da alvorada,
Portador da dor e mais nada,
Vou também ao mar que me encerra.
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