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481. REFLEXÃO PARA O 5º DOMINGO DA PÁSCOA – Jo 15,1-8 (Ano B)

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27.04.2024 | 17 minutos de leitura
Pe. Francisco Cornélio F. Rodrigues
Evangelho Dominical
481. REFLEXÃO PARA O 5º DOMINGO DA PÁSCOA – Jo 15,1-8 (Ano B)
Todos os anos, a liturgia do quinto e do sexto domingo do tempo pascal utiliza textos do chamado “testamento de Jesus” do Quarto Evangelho (Jo 13–17). Esses capítulos, que correspondem à última ceia, contém o ensinamento mais precioso de Jesus no contexto narrativo do Evangelho de João. Trata-se de um conjunto de diversos discursos que o evangelista reuniu como se fosse apenas um grande discurso, apresentando-o como síntese de tudo o que Jesus fez e ensinou durante a sua vida. Por isso, o conjunto começa com o gesto do lava-pés (Jo 13,1-12), expressão máxima do agir serviçal, por amor, de Jesus, e é concluído com a chamada oração sacerdotal (Jo 17,1-26), na qual Jesus expressa sua intimidade com o Pai, marcada pela confiança e entrega, e seu cuidado com a humanidade, suplicando unidade e fraternidade. Do lava-pés à oração de Jesus, portanto, está a síntese de toda a sua vida. O evangelista faz isso como resposta às necessidades da sua comunidade, que passava por crises, deixando essa inseparabilidade entre a vida e a mensagem de Jesus como legado também para as comunidades de todos os tempos.

Na época da redação do Evangelho de João, provavelmente nos últimos anos do primeiro século, em decorrência das perseguições, havia fortes tendências ao desânimo e à falta de entusiasmo na vivência da fé em diversas comunidades. Na verdade, além das perseguições, também o conteúdo da pregação e os fundamentos da fé geravam dúvidas e questionamentos, sobretudo sobre a ressurreição de Jesus. E, como as pessoas que tinham convivido com Jesus em sua vida terrena já tinham morrido todas, isso fazia aumentar ainda mais os questionamentos. O texto lido hoje – Jo 15,1-8 – responde a alguns dos questionamentos suscitados naquele contexto. Diante da hostilidade do ambiente, alguns grupos sentiam-se cada vez mais necessitados de unirem-se a Jesus, mas tinham dificuldade de encontrar e assimilar a maneira de fazer isso. Também sentiam falta de sinais mais concretos da sua presença no mundo. Outros grupos, ao invés de unirem-se, distanciavam-se cada vez mais da comunidade, além das hostilidades externas, viam a unidade interna se dissolver, devido ao afastamento do amor e o surgimento de novas lideranças com tendência autoritária. A tudo isso, o evangelista responde afirmando que está unido a Jesus quem se deixa conduzir pela sua palavra, o que se verifica pelos frutos produzidos, ou seja, pelo agir no mundo. Por isso, as expressões “dar fruto” e “permanecer em mim” funcionam praticamente como refrões no texto de hoje. À medida em que os seguidores de Jesus dão frutos, confirma-se que ele continua presente e atuante no mundo, após a ressurreição.

Para conscientizar-se disso, a comunidade necessitava fazer um retorno ao essencial. E o evangelista encontrou na construção do relato da última ceia uma excelente oportunidade reforçar os ensinamentos de Jesus, retomando, com linguagem nova, a essência de tudo o que já tinha sido vivido e ensinado por ele. Ora, o contexto da ceia é carregado de emoção. Na verdade, tudo o que acontece no contexto mais amplo, que é o da paixão, possui uma expressiva carga emotiva, e João focalizou mais na ceia, tornando-a o momento mais dramático. Cada gesto e palavra de Jesus naquele momento se torna mais comovente, sobretudo depois do lava-pés (Jo 13,1-12) e dos anúncios da traição de Judas e das negações de Pedro (Jo 13,21-30.36-38). A partir dali os sentimentos de solidariedade, adesão e até de compaixão se tornam facilmente despertáveis. É quase impossível acompanhar tudo isso e permanecer indiferente, sobretudo quem já tinha sido iniciado na fé, embora vivesse momentos de crise. Portanto, o evangelista se serve desse contexto para recordar os ensinamentos de Jesus mais indispensáveis para a comunidade cristã, válidos para todos os tempos, mostrando como permanecer unidos a ele após a ressurreição.

Olhemos, então, para o texto, que é marcado pela autoapresentação de Jesus a partir da imagem da videira: «Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor» (v. 1). Com a afirmação “Eu sou” (em grego: Ἐγώ εἰμι – egô eimi), Jesus confirma sua identidade divina, como vimos no domingo passado, ao refletir sobre a sua apresentação como Pastor autêntico e bom. Essa é a fórmula clássica de revelação de Deus, como tinha se revelado a Moisés (cf. Ex 3,14). Portanto, a ação libertadora e salvífica de Jesus é a mesma do Deus libertador de sempre. A videira, juntamente com a oliveira e a figueira, está entre as plantas clássicas da tradição bíblica para representar a relação de Deus com o seu povo. A videira leva vantagem em relação às demais, por gerar a matéria-prima do vinho, símbolo da alegria, da felicidade e do amor. Tanto os profetas quanto a tradição sapiencial fizeram uso dessa imagem, referindo-se a Israel como destinatário do amor de Deus (Is 5,1-7; Jer 2,21; Ez 15,1-6; 17; 19,10-14; Sl 80), embora no Antigo Testamento prevalecesse mais a figura coletiva da vinha – a plantação de videiras – do que a figura individual da videira, ou seja, a planta mesma, como Jesus aplica a si. Recordar essa distinção é de fundamental importância para a compreensão de todo o texto e, mais ainda, da imagem aplicada a Jesus. Ora, seguindo a tradição profética e sapiencial do Antigo Testamento, os evangelhos sinóticos (Mt-Mc-Lc) aplicaram a imagem da vinha em diversas parábolas, como imagem de Israel. A recordação disso faz perceber e compreender melhor a singularidade e a relevância da imagem de Jesus como videira verdadeira.

É importante observar que Jesus não se apresenta simplesmente como videira, mas como «a videira verdadeira». Com isso, o evangelista ensina que pode existir outras videiras que não são verdadeiras e, por isso, a comunidade pode se enganar. E, de fato, na vinha na qual a videira verdadeira estava inserida – Israel – havia muitas videiras não autênticas, não verdadeiras. Prova disso era o degradante estado ético e moral das autoridades religiosas de Jerusalém na época de Jesus. É necessário, portanto, que a comunidade de discípulos e discípulas esteja atenta para unir-se somente à videira verdadeira. É importante também perceber o papel do Pai: ele é o agricultor da videira verdadeira. Ora, o Pai que assume a função de agricultor, é o mesmo que destituiu os maus pastores que tinham apascentado a si mesmos, deixando perecer o rebanho (Ez 34); por isso, o mesmo Pai enviou Jesus como pastor autêntico, para substituir os mercenários, a casta sacerdotal de Jerusalém. O mesmo aconteceu com os antigos agricultores que não cuidaram da vinha como deveriam, e o resultado foi a produção de “uvas azedas”, como atesta o profeta Isaías na “canção da vinha” (cf. Is 5,1-7). Por isso, o Pai assume pessoalmente a função de cuidar da videira verdadeira, o seu Filho Jesus e, nele, fazer frutificar um novo povo, correspondente às uvas boas que devem nascer da videira verdadeira. A imagem da videira era usada também para representar a Lei. Com isso, o evangelista contrapõe Jesus e seus ensinamentos à Lei de Moisés.

O Pai, como agricultor, tem um papel fundamental e inconfundível: «Todo ramo que em mim não dá fruto, ele o corta, e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda» (v. 2). Isso quer dizer, acima de tudo, que a última palavra é sempre do Pai. Mas, sendo Jesus a revelação plena do Pai, tudo o que ele diz e faz tem o aval do Pai. Na verdade, o Pai age e fala em Jesus. Ora, as crises vividas pela comunidade do evangelista e outras comunidades da sua época, gerava dois efeitos principais: o desânimo, com a tendência à dispersão e ao abandono da fé; e o fechamento de mentalidade, com a tendência ao puritanismo, à hierarquização e autoritarismo das lideranças, o que terminava gerando exclusões e segregações na comunidade. Esse versículo funciona como resposta e advertência a tudo isso, sobretudo à segunda tendência. Ninguém pode ocupar o lugar do Pai. O único que foi autorizado a agir no seu lugar foi Jesus. A comunidade não é espaço de julgamentos nem acusações, afinal, todos os seus membros são apenas ramos da videira verdadeira. É o Pai que, como agricultor único, a seu tempo, corta e limpa os ramos conforme a capacidade e disponibilidade de produzir frutos em cada um. Cortar e limpar revela um agir pedagógico e humanizador, marcado sempre pelo cuidado. Quer dizer que todos os ramos, frutíferos ou não, necessitam da ação do Pai. É um chamado à confiança no Pai: não obstante os desafios e dificuldades, ele está sempre olhando e cuidado de cada pessoa, respeitando, obviamente, a liberdade de cada uma que pode aderir ao não ao seu projeto, unindo-se à videira ou separando-se dela.

O ramo que dá fruto recebe cuidados especiais do agricultor para que produza ainda mais. O Pai chega a limpar esse ramo. Trata-se de uma atividade realizada com as próprias mãos, significa o cuidado especial de Deus, o Pai, por quem se abre ao projeto de Jesus. Essa imagem atualiza a atividade artesanal de Deus enquanto criador: aquele que moldou o ser humano com as próprias mãos, continua usando as mesmas mãos para cuidar da sua obra, que é uma criação contínua. Esse cuidado é o efeito da própria palavra de Jesus: «Vós estais limpos por causa da palavra que eu vos falei» (v. 3). É a mensagem de Jesus, sua palavra, o que torna uma pessoa limpa, pura. Quer dizer que na palavra ecoa o agir criador e cuidador do Pai. A pessoa que escuta Jesus sente a mão de Deus, o Pai, em sua vida. Quem o escuta se torna uma pessoa limpa; porém, não se trata de uma pureza ritual ou espiritualista, mas da capacidade de produzir frutos. É para isso que o Pai limpa, através das palavras de Jesus, ou seja, através do conjunto dos ensinamentos de Jesus. No sistema religioso judaico, a pureza era proporcionada pela ritualidade. E muitos na comunidade do evangelista insistiam em querer conciliar o ensinamento de Jesus com o conjunto de ritos judaicos, principalmente os de purificação. Assim, o evangelista ensina que os rituais de purificação são desnecessários na comunidade cristã. O que purifica é a adesão à Palavra, e isso é atestado pelos frutos produzidos, ou seja, pela prática do amor.

A necessidade da permanência em Jesus é vital para os discípulos e a comunidade: «Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim» (v. 4). Aqui aparece o verbo chave de todo o texto: permanecer (em grego: μένω – méno), que poderia ser traduzido também como morar, ficar dentro; entre os versículos 4 e 8, esse verbo aparece sete vezes. Daí, a importância da permanência dos discípulos e discípulas em Jesus, sendo que o próprio Jesus permanece, ou seja, mora em quem quer morar nele. Quem escuta as palavras de Jesus e produz frutos, quer dizer, quem age conforme os ensinamentos de Jesus torna-se a sua morada no mundo. No final do primeiro século, já não havia mais o templo de Jerusalém, mas os judeus contavam com as construções das sinagogas, espalhadas em todo o território do império romano. Nas sinagogas estavam guardadas cópias da Lei e, por isso, eram consideradas moradas de Deus. Em algumas comunidades cristãs, questionava-se o porquê de não terem templos, casas específicas para a morada de Deus.

O evangelista responde que a morada do Ressuscitado no mundo é toda pessoa que produz frutos, ou seja, quem age conforme o ensinamento de Jesus, e a síntese desse ensinamento é o mandamento do amor. E o exemplo do ramo ligado à planta – a videira – ilustra bem essa relação. Só produz frutos de amor e justiça quem permanece atento ao que Jesus ensinou. Os frutos que ele espera de seus discípulos e discípulos são basicamente estes: amor e justiça, compreendendo tudo o que deles deriva. É isso o que suas palavras ensinam, considerando o conjunto da sua mensagem. Ao convidar seus discípulos e discípulas à permanência em sua pessoa, Jesus convida todas as pessoas. Ninguém é excluído desse convite. E o convite em si já constitui uma notícia maravilhosa, independentemente da adesão. Ora, se ele convida a permanecer, quer dizer que já estamos todos nele e ele está em todos nós, por natureza. O fato de sermos criados à imagem e semelhança do Criador atesta isso. E Jesus e o Criador, que é Pai, são um só (Jo 10,30), sem que ele deixe de ser Filho nem o Pai deixe de ser Pai. São um só pela comunhão de amor vivida intensamente pelos dois. E todas as pessoas são chamadas a participar dessa comunhão, cuja exigência é a vivência do amor. Portanto, já estamos em Jesus e ele já está em nós e devemos permanecer nessa unidade, o que se faz amando.

Eis que chegamos ao centro do texto: «Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer» (v. 5). Jesus tinha se apresentado como a videira verdadeira logo no primeiro versículo (v. 1), tinha falado dos ramos referindo-se aos discípulos (vv. 2.4), mas não de modo tão claro como agora. Novamente, destaca que a produção dos frutos – amor e justiça – dependem essencialmente desta relação recíproca: os discípulos morando nele, e ele morando nos discípulos. Arrancado da planta, nenhum ramo pode frutificar. Se o traço distintivo dos discípulos e discípulas é produzir frutos, isso só se faz estando unidos à videira que é Jesus. A produção de frutos constitui a identidade e a missão dos discípulos, logo, não pode ser compreendida segundo a lógica da meritocracia nem competitividade. O que ele espera é que os frutos sejam bons, não importa a quantidade. E para que os frutos sejam bons é necessário que a planta à qual devem estar unidos seja verdadeira. Por isso, é a Jesus que devem estar unidos, pois é ele é a única videira verdadeira. É por isso que, sem ele, a comunidade nada pode fazer. São os frutos, portanto, que atestam se uma comunidade está unida ou não a Jesus. Esses frutos são, acima de tudo, amor e justiça.

O sentido da vida depende da permanência em Jesus. Separar-se dele, como um ramo se separa da planta, equivale à destruição da própria existência, significa perder o sentido da vida. Por isso, ele declara: «Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados» (v. 6). Não temos aqui a ameaça de um castigo, mas a imagem de uma vida sem sentido, até porque o Evangelho de João não contém trechos apocalípticos, como nos sinóticos (Mt-Mc-Lc). Por sinal, essa é a única passagem em que aparece a palavra fogo (em grego: πῦρ – pyr) no Quarto Evangelho, o qual não contém mensagem ameaçadora em nenhum trecho. Às vezes, em algumas traduções aparece a palavra fogo em outras duas ocasiões, mas como tradução de um termo grego que corresponde a “braseiro” ou “fogaréu”, indicando aquecimento e brasas para assar alimentos (Jo 18,18; 21,9), sem qualquer conotação ameaçadora. O fogo aqui é imagem de uma existência inútil e sem sentido. Segundo o Evangelho de João, o que faz alguém perecer é sempre a falta vínculo com Jesus, o que se dá por falta de fé e ausência de amor, nunca pelos tradicionais “pecados morais” tão citados nas pregações ameaçadoras ao longo dos séculos. A falta de amor e justiça faz perecer a existência de qualquer pessoa. Quem ama, consciente ou não, está unido a Cristo; da mesma forma, quem não ama está separado, mesmo que tenha vínculos religiosos e participe de ritos e sacramentos.

A permanência do discípulo em Jesus, semelhante à do ramo à videira, garante a sintonia entre ambos, a ponto de a vontade de um ser confirmada pelo outro: «Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado» (v. 7) Não se trata de uma confiança ilusória ou quase mágica no poder da oração, mas de uma afinidade de sentimentos e de percepção das coisas. O discípulo e discípula que ama, vive com Jesus uma relação de tamanha transparência, semelhante àquela entre Jesus e o Pai: «Eu e o Pai somos um» (Jo 10,30). O que garante essa relação é a atenção às palavras de Jesus, que consistem no conjunto da sua mensagem, transmitida por ele mesmo aos discípulos e discípulas de primeira hora, e às futuras gerações pelo(s) evangelista(a). São palavras para serem, acima de tudo, vividas, praticadas no dia a dia. A escuta da oração, por Jesus e pelo Pai, passa pela sintonia entre a prece da comunidade e o ensinamento de Jesus. Quem vive conforme as palavras de Jesus, já faz da própria vida uma contínua oração; por isso, sabe também o que pedir e só pedirá o que estiver de acordo com a sua vontade.

Na conclusão, Jesus recorda que Deus, o seu Pai e nosso, não se sente glorificado pela ritualidade cultual, mas simplesmente pelos frutos de amor e justiça que os seus discípulos e discípulas produzem: «Nisto meu Pai é glorificado: que deis fruto e vos tornais meus discípulos» (v. 8). Como já tinham recordado os antigos profetas clássicos de Israel (Os 6,6), a verdadeira celebração da glória de Deus não se dá por meio de solenidades e ritos, mas pela vida conforme a justiça e o amor. E é importante perceber que não se torna discípulo para dar frutos, mas é dando frutos que se torna discípulo. Aqui o evangelista recorda à sua comunidade e às comunidades de todos os tempos que o discipulado é algo dinâmico, não é um status; ninguém nasce discípulo, mas se torna discípulo, à medida em que vai conduzindo a sua existência pelo amor e a justiça, ou seja, produzindo frutos conforme a vida de Jesus. E quanto mais pessoas se tornam discípulos ou discípulas, o amor de Jesus se espalha pelo mundo e, nisso, o Pai é glorificado.

Que possamos unirmo-nos cada vez mais a Jesus, videira verdadeira, deixando-nos podar pelo Pai, para que, produzindo frutos de amor, cheguemos realmente à condição de verdadeiros discípulos e discípulas de Jesus Cristo. Na condição de seus discípulos e discípulas, nos tornamos agentes de humanização do mundo, não com proselitismos e propaganda, mas com frutos de amor e justiça. E o amor e a justiça são os critérios determinantes para a nossa permanência nele e dele em nós.