278. Prece do abandono
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25.02.2021 | 1 minutos de leitura
Para Rezar

Ó Deus,
Estou no deserto das ruas,
Cercado de demônios e perigos.
Sinto fome, sinto sede...
Sou tentado a sucumbir e a
Ceder a instintos primitivos de sobrevivência.
Quero água, quero pão,
Quero arroz com feijão.
Quero vacina e prevenção.
Quero uma cama para dormir
E não um jardim de pedras sob o viaduto.
Quero um leito de hospital quando adoecer
E quero um abraço para não endurecer o coração.
Sem emprego e sem vacinas,
Quase cedo à tentação de meus demônios interiores
E apelo para a violência.
Como domar minha fúria contra as autoridades que me ignoram?
Como me tornar visível
para autoridades míopes e narcísicas que só olham para si mesmas?
Não tenho nome, nem documento.
Moro nas ruas,
Meu lar é a cidade.
A que longa quaresma fui exposto,
Sem ver o fim de tamanha tribulação!
No deserto da vida,
Meu maior sonho
É ver pedra transformada em pão.
Valha, ó Deus da vida,
Pois no íntimo ainda dou crédito
À voz discreta que me diz:
“Tu és meu filho amado. Eu me comprazo em ti”.
Amém.
Estou no deserto das ruas,
Cercado de demônios e perigos.
Sinto fome, sinto sede...
Sou tentado a sucumbir e a
Ceder a instintos primitivos de sobrevivência.
Quero água, quero pão,
Quero arroz com feijão.
Quero vacina e prevenção.
Quero uma cama para dormir
E não um jardim de pedras sob o viaduto.
Quero um leito de hospital quando adoecer
E quero um abraço para não endurecer o coração.
Sem emprego e sem vacinas,
Quase cedo à tentação de meus demônios interiores
E apelo para a violência.
Como domar minha fúria contra as autoridades que me ignoram?
Como me tornar visível
para autoridades míopes e narcísicas que só olham para si mesmas?
Não tenho nome, nem documento.
Moro nas ruas,
Meu lar é a cidade.
A que longa quaresma fui exposto,
Sem ver o fim de tamanha tribulação!
No deserto da vida,
Meu maior sonho
É ver pedra transformada em pão.
Valha, ó Deus da vida,
Pois no íntimo ainda dou crédito
À voz discreta que me diz:
“Tu és meu filho amado. Eu me comprazo em ti”.
Amém.
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