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117. Católicos, nossos templos não podem ser profanados

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11.04.2022 | 2 minutos de leitura
Fábio Coelho
Diversos
117. Católicos, nossos templos não podem ser profanados
“Destruí este templo e eu o reconstruirei em três dias” e seu discípulo comentou:
“Ele dizia isto a respeito de seu próprio corpo.”

Igreja do Rosário? Basílica de Aparecida? Paróquia do Sagrado Coração de Jesus? Sim. No entanto, Templos vivos têm nome e sobrenome e se chamam: Mariele Franco, Moïse Kabagambe, Cícero Guedes, Cacique Francisco de Souza Pereira, indígena Emyra Waiãpi, João Pedro Mattos, Ágatha Félix, Kauan Alves etc. etc. etc.
Os nossos Templos estão sendo espancados, ultrajados, escarnecidos e assassinados, todos os dias. Não podemos deixar que nossos Templos sejam invadidos em sua liberdade e em sua possibilidade de crescimento. Suas paredes, muitas das vezes, estão fracas porque não almoçaram ou porque não têm onde dormir dignamente. Não têm escola e morrem nos corredores de hospitais ou nas ruas. Fazem comida com ossos de boi descartados e crescem à mercê de milícias, tráfico de drogas e de policiais despreparados, ou ainda, não têm nem o direito de nascer, em nome da defesa do direito individual sobre o próprio corpo.
Defendamos nossa liberdade de culto, pois, aquele que se fez Eucaristia não invade corações, Ele os convida. Mas, veja só! Como a mãe do Filho Pródigo poderá se alegrar se fecharmos as portas àqueles filhos que tentam adentrar sua casa, trazendo palavras de ordem, em busca da Justiça Divina?
Ficamos escandalizados, pois, incomodam, atrapalham nossa oração, nossa comunicação com Deus e profanam o Sagrado. Não fazem silêncio!!! E, assim, repetimos o que diziam os discípulos: “mande que se calem, Senhor!” Ao invés de atender aos discípulos, o Mestre diz: “deixai-os vir a Mim” e dialoga  com o filho de Timeu: “o que queres que te faça?” Assim, o clamor do excluído é ouvido e se recupera a visão. Mais cegos que Bartimeu, certamente, estavam seus discípulos que, após a ação do Senhor, tiveram a grande oportunidade de enxergar melhor a proposta do Reino: “Deixai que venham a mim, não os impeçais!”
Não sejamos como os mestres da lei e fariseus, da época de Jesus, que foram por Ele censurados. “Vocês ficam na porta, não entram e não deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo.”  Realmente, os de fora, são barulhentos, importunam nossa falsa paz, nos tiram do comodismo e da falsa fé bitolante e, ainda, nos remetem à realidade das ruas e ao confronto com nosso eu egoísta. Isto incomoda e dói!  Nessa caminhada, rumo a si e ao outro, podemos encontrar o Senhor chagado, que clama: “tenho sede!” Assim, nos abriremos para a grande cura que o Senhor quer realizar.
“Manda que se calem, Senhor!!!” Não! Gritem, pois, estamos surdos!!!
Enfim, deveríamos tê-los recebido com flores e com nosso pedido de desculpas, pois, temos dificuldades em reconhecer o Senhor que está nu, com fome e aprisionado, é espancado e morto, já agora, nos limites da cidade. Até quando precisaremos que “os de fora” gritem o evangelho para que possamos ouvir?
Que o Senhor nos mostre que nossos olhos, muitas das vezes, estão cobertos de lama! Indique-nos o Caminho para que nos lavemos na piscina do Enviado! Que permitamos que o Senhor toque nossos ouvidos e nossa boca, para que escutemos e proclamemos sua Palavra: “Efata! Abre-te”. E, assim, nos transformemos, pela renovação de nossas mentes, agora, configurados a Cristo e com o auxílio de Nossa Mãe, a Igreja! A Mãe dos Filhos Pródigos!
Amém!

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