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3. Conscientizando o povo em geral

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30.12.2015 | 4 minutos de leitura
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3. Conscientizando o povo em geral

Estando o pároco envolvido no processo da implantação da Catequese Permanente, é hora de passar à frente a ideia. As lideranças paroquiais têm direito de saber o que acontece na paróquia, seja para questionar, pedir esclarecimentos e até se opor, como também para apoiar, participar do processo e ajudar a fazer a catequese acontecer. Como a Catequese Permanente é um projeto grande e que envolve muitas mudanças, toda ajuda é bem-vinda. Os catequistas sozinhos não vão dar conta de fazer tudo. Vai ser preciso fazer uma corrente de boa vontade para concretizar os sonhos. Então, é preciso partilhar o sonho, motivar, animar, esclarecer, abrir espaço para todo mundo que tem desejos de ver o Reino acontecer. Cada um a seu modo vai dar sua contribuição.


Um bom começo é reunir os catequistas e explicar a proposta. Seria bom ouvir o que eles têm a dizer. Será que estão satisfeitos com a catequese com a qual trabalham? Estão vendo frutos de seu trabalho? Que frutos buscamos e nem sempre colhemos depois de tanto tempo de dedicação? Há sinais de fracasso e falência do sistema catequético adotado na paróquia? As crianças e jovens estão satisfeitos com a catequese? Ela tem gerado novos catequistas e cristãos comprometidos com o Reino de Deus? Os catequizandos recebem os sacramentos e somem da comunidade eclesial ou continuam participando? A recepção do sacramento é o processo de conclusão de um curso, como uma formatura? Bom, há muitas perguntas que precisam ser feitas. Se todos estão satisfeitos, ou pelo menos a maioria, para que mexer? Já diz o ditado popular que “em que time que está ganhando não se mexe”. Mas, se há uma inquietação, uma angústia, convém arriscar. Se não está funcionando bem, não há mesmo muito a perder; só a ganhar. É hora de sermos verdadeiros e corajosos, olhando de frente a realidade catequética da paróquia. Se os catequistas se animarem – nem todos vão se animar, é claro! –, então, mãos à obra! Passemos ao passo seguinte.


Logo em seguida, é hora de reunir os conselhos da paróquia. O Conselho Pastoral (CPP) e o Conselho Econômico (CPE) devem ser os primeiros. Se a paróquia está organizada como uma rede de comunidades, fica ainda mais fácil o processo. Cada comunidade tem seus conselhos e estes devem ser convidados a participar. Reunida toda a liderança, é hora de explicar o projeto, motivar, angariar o apoio de todos que estão a serviço da paróquia. O pároco, ou alguém bem inteirado do processo, expõe o projeto, mostra os livros, explica a mudança de paradigma catequético, a mudança na organização das turmas, no processo de recepção dos sacramentos... Essa pessoa deve conhecer bem a coleção e sua metodologia de trabalho, estando pronta para responder as questões levantadas. Mas, especialmente, ela deve ter ânimo e confiança para transmitir aos outros. Lembremo-nos: toda mudança traz transtornos, gera desconfianças, levanta suspeitas... É normal isso! Na reunião, é bom convidar todo mundo a divulgar a ideia, a somar esforços, a dar um crédito ao novo...


Tendo informado bem os conselhos e motivado a liderança paroquial a assumir o projeto, é hora de comunicar a todos os membros da comunidade eclesial o que será feito. Uma boa ideia é aproveitar os momentos de celebração. Nossa gente costuma se reunir semanalmente para celebrar, para rezar, cantar, ouvir a palavra, comungar e ganhar forças para a vida. Vamos aproveitar esse espaço para conscientizar a comunidade. Ao final da celebração, alguns minutos devem ser dedicados à divulgação do projeto, explicando as mudanças mais importantes e motivando a comunidade a acreditar no novo que virá. Será muito útil se a coordenação preparar um material explicativo (um folder, um folheto, uma coluna no jornal da paróquia) e entregar a cada pessoa para maior aprofundamento. Na maioria das comunidades onde temos implantado o método, ajudamos a comunidade a ficar por dentro do processo por meio de alguns pequenos artigos que são disponibilizados nos diversos meios de comunicação paroquial; jornal paroquial, site, facebook etc. Disponibilizamos uma série deles no nosso site; é só fazer algumas adaptações. Confira: http://fiquefirme.com.br/multimedia-category/sobre-a-didatica/.


De novo desejamos coragem e força a todos que estão empenhados nesse projeto! Força! Nessa missão evangelizadora não estamos sozinhos. O Ressuscitado vai à nossa frente. Continuaremos falando sobre o processo no próximo artigo.







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