Versículos BíblicosEvangelho Dominical
 
 
 
 
“Não são justos diante de Deus os que se contentam de ouvir o ensino da Lei, mas aqueles que a observam”

(Rm 2,13)

Paulo critica os judeus integristas que se contentam em escutar, ler e estudar as leis religiosas. Bem mais importante que isso é a abertura de coração para acolher o movimento da vida, que deu origem à lei e que a justifica. Se uma lei, ainda que religiosa, não vai na direção da defesa da vida do menor dos irmãos, ela é vazia e deve ser questionada. Mais importante que observar leis escritas em tábuas de pedra ou em folhas de papel, é obedecer a lei de Deus inscrita em nossa consciência, pois ela é o sacrário no qual Deus habita.
“Eu não me envergonho do evangelho, pois ele é força salvadora de Deus para todo aquele que crê.”

(Rm 1,16)

Diante das tribulações, o apóstolo dos gentios afirma que não se envergonha do evangelho, ao contrário ele o considera força para viver. Certamente a radicalidade do evangelho de Jesus, que prioriza o cuidado com os vulneráveis e aponta a ganância dos poderosos, atrai os olhares perversos e nos faz alvo de críticas e perseguições. É preciso seguir firme sem desanimar, sem enfraquecer a boa-nova, sem negociar sua potência transformadora.
“Vede minhas mãos e meus pés. Sou eu mesmo.”

(Lc 24,39)

O Ressuscitado é e não é o mesmo Crucificado. É o mesmo, pois não se trata de uma alma penada ou de um espírito que sai do mundo dos mortos para se comunicar com os discípulos. É Jesus mesmo, na sua identidade total, com sua presença amiga e companheira que se manifesta a eles pela fé. No entanto, trata-se de uma presença na ausência, tão sutil e singela, que pode ser confundida com uma pessoa qualquer ou pode não ser identificada à primeira vista. Ao mostrar o lado e os pés para seus discípulos, o Ressuscitado garante sua identidade de Crucificado. Suas chagas estão lá, mas não doem mais, não maltratam mais, pois agora ele vive para além dos limites da história.
“A Lei do Senhor está no seu coração; seus pés não vacilam”

(Sl 37,31)

No íntimo de nós, lá está inscrita a lei do Senhor. Em nossa consciência, ele registrou os impulsos da vida e despejou o clarão de sua luz. Nosso coração se tornou, pois, lugar de sua morada; a tenda em que sua palavra habita. Já não procuramos nos livros sagrados a sua Lei, nem nos rituais religiosos a nossa redenção. Desde que o Verbo Divino se fez carne, tornamo-nos sua Palavra viva, a página sagrada na qual ele registra sua marca. Assim, marcados por seu selo, seguimos confiantes sem jamais vacilar os pés, pois ele está conosco.
“Tu me deste teu escudo salvador, tua mão direita é meu apoio”

(Sl 18,36)

Aquele que tem fé enfrenta as injustiças e ameaças da vida na certeza de que não está só. Deus, que é seu escudo protetor, está sempre com ele apoiando-o com sua mão forte. Isso não significa que o crente tem uma proteção divina especial que o preserva de todo mal. Em tempos de coronavírus, há aqueles que em nome da fé se arriscam a sair sem máscaras, não têm os cuidados recomendados com a higiene e muito menos aceitam fazer o isolamento social. Se acham invencíveis e agem como imprudentes e loucos, como se a fé lhes guardasse da contaminação e dos riscos da doença. Mera insensatez e pura loucura. Crentes e não crentes adoecem e morrem. O escudo salvador de Deus não nos tira do mundo nem nos faz invencíveis. Ele apenas nos coloca no horizonte da confiança e nos capacita para agir com sabedoria e discernimento.
No princípio era a palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus.

(Jo 1,1)

Deus escolheu ser palavra, porque ela constrói pontes, reforça laços de amizade, suspende divergências. O Deus Trino não poderia ser silêncio indiferente, nem gritaria estúpida. Palavra criadora, ele se manifesta entre nós, restaurando nossas forças e curando nossas mazelas para o diálogo fecundo com o diferente.
“Não terás outros deuses além de mim”

(Ex 20,3)

Uma tentação que sempre perseguiu o povo da Bíblia é a de trocar o Deus da vida por ídolos, que prometem vida fácil, prosperidade, cura, ausência de sofrimentos e angústias. Daí o mandamento categórico da Escritura: “Não terás outros deuses além de mim”. Infelizmente, esse versículo foi interpretado equivocadamente, justificando a perseguição a religiões afrobrasileiras e a outras denominações, como se o Deus de Jesus Cristo fosse um déspota que se impõe pela força, nega a diversidade e obriga a um culto hegemônico. Ao contrário, ter outros deuses significa absolutizar outros valores que não a vida, cujo princípio vem Deus; significa deixar de lado o único valor que realmente importa: a vida humana e de todo ser vivo do planeta.
Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino

(Lc 12,32)

A pequenez dá medo, sobretudo porque fomos educados a achar que somente a grandeza é bela, que apenas a imponência é respeitável, que só a estabilidade e a perenidade são desejáveis. Vã ilusão… Primeiro porque, desde o chão de nossa humanidade, nunca seremos assim tão inteiros, tão estáveis, tão imortais, tão eternos.
A fragilidade nos constitui, a pequenez nos emoldura a vida, a provisoriedade e a finitude são a forma de nossa existência. E mesmo as rachaduras do coração, marcas de sua história, são parte inerente de seu ser. E, segundo, porque foi a essa nossa pequenez que o Pai decidiu oferecer o Reino.
Não por nossas grandiloquências, mas por bondade dele mesmo. Já é uma esperança para os pés cansados dos caminhos e os olhos já desgastados pelo cansaço da finitude A pequenez dá medo, sobretudo porque fomos educados a achar que somente a grandeza é bela, que apenas a imponência é respeitável, que só a estabilidade e a perenidade são desejáveis. Vã ilusão… Primeiro porque, desde o chão de nossa humanidade, nunca seremos assim tão inteiros, tão estáveis, tão imortais, tão eternos.
A fragilidade nos constitui, a pequenez nos emoldura a vida, a provisoriedade e a finitude são a forma de nossa existência. E mesmo as rachaduras do coração, marcas de sua história, são parte inerente de seu ser. E, segundo, porque foi a essa nossa pequenez que o Pai decidiu oferecer o Reino.
Não por nossas grandiloquências, mas por bondade dele mesmo. Já é uma esperança para os pés cansados dos caminhos e os olhos já desgastados pelo cansaço da finitude…

A pequenez dá medo, sobretudo porque fomos educados a achar que somente a grandeza é bela, que apenas a imponência é respeitável, que só a estabilidade e a perenidade são desejáveis. Vã ilusão… Primeiro porque, desde o chão de nossa humanidade, nunca seremos assim tão inteiros, tão estáveis, tão imortais, tão eternos.
A fragilidade nos constitui, a pequenez nos emoldura a vida, a provisoriedade e a finitude são a forma de nossa existência. E mesmo as rachaduras do coração, marcas de sua história, são parte inerente de seu ser. E, segundo, porque foi a essa nossa pequenez que o Pai decidiu oferecer o Reino.
Não por nossas grandiloquências, mas por bondade dele mesmo. Já é uma esperança para os pés cansados dos caminhos e os olhos já desgastados pelo cansaço da finitude…